imaginário de um rio entre pedras viajando de acaso a acaso signo da sina sem nome a fluir entre margens incertas onde canta a melodia do desencanto de viver
escrevi o mesmo livro a vida inteira o crepúsculo cai sobre a cidade e um frescor sombrio a invade
crianças voltam da escola o crepúsculo desenha no horizonte um céu vermelho vivo a vida toda o mesmo ciclo de acasos e ocasos a cidade banha-se de sombras embaçando o arvoredo e a passarada
as pessoas vão descansar para outra aurora o vício de viver dia após dia a vida agora vida afora (a agonia) a mesma sina a mesma estrada anoitecida banhada de tristeza e salpicada parcamente por um pouco de alegria muito breve muito leve e fugidia
14:06 - 09/07/2008
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