Em cada Sílaba crua um Ângulo Reto Da Geometria da tua Silhueta: Grita, Chora, Geme, Desmaia... Silencia... Como uma inescapável Gota de Desejo!
Em cada Vírgula uma súbita Carícia: Intersecção de Gestos, Atalhos do Ego Que em Interjeições, monossílabo, transborda Em Hieróglifos de “Paixão Pós-Moderna”!
Cada Verbo faz-se um Rastro de Ânsias – sangra... Confissão de Um Número, Consciência Anônima Que no Virtual Divã Freudiano busca A Mística de um Sadomasoquista Afeto!
Em cada Interrogação um Eco, um Protesto, Cuspindo Medo e Orgulho sem qualquer pudor, Diante de um Pronome insípido, sem cheiro... Que torna tudo Oblíquo e Oculto – até o Sujeito!
Em cada Exclamação um Aborto Cirúrgico: Vida - subvertida pelo Arbítrio Ortográfico Que vomita “Nãos-de-Espasmo” sem Dor ou Culpa, O Último Adeus deixando como consolo!...
E Eu? Quem sou? Um Substantivo Próprio, um Código Alfanumérico, uma Senha, uma Fórmula... Uma Forma do “Ser-Enquanto-Ser”: Cobaia Do Monólogo Catártico deste Século!
(extraído do livro "Húmus" - inédito, e publicado no blog "Indicium": www.marianodarosapoeta.blogspot.com)
21:14 - 03/11/2006
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