Minhas lágrimas não mentem, mostram unicamente. O sentimento puro de um coração desolado. Lágrimas que molham diuturnamente... O recôndito da alma deste consternado.
E ao regar o imo acidamente o âmago fere, Como prova o ourives o ouro mais fino. E a dor nada voluptuosa n’alma insere, Do cinzel as dolorosas Marcas do oblíquo quino,
Amargo pranto! Que no meu rosto não aflora Como água de um subterrâneo lençol! No ocaso se inicia e ainda continua na aurora
Nem o melodioso e nobre canto do rouxinol Alivia-me. Ao invés disto, muito me apavora! Insciente eu vejo alvorecer, ferido espero o por do sol!
Mauricio Ferro
15:15 - 14/09/2006
Sua senha é secreta. Nenhum funcionário do UOL está autorizado a solicitá-la. Regras de uso. | Crimes virtuais: denuncie