Olho em derredor, pela penumbra... De meu sombrio quarto, seu espectro eu vejo! Lágrimas vertem de meus olhos sem que alguém descubra Lágrimas de saudades, desespero e desejo!
Neste delírio insano que me faz ver tua face rubra Torna este momento mágico. Sinto teu ardente beijo! Então transcendo, até que esta mixórdia me cubra. E em meio a um conflito profano e secular me vejo.
Neste torpor insano, transcendo, não adormeço. Neste devaneio abrupto a vejo sob seu túmulo Deito-me ao seu lado, então sinto que estremeço!
Súbito, em um sobressalto acordo – isto é o cúmulo! Este amor tão caro! Deus eu não mereço! Mais uma noite a amei em seu túmulo?
Mauricio Ferro
00:22 - 13/09/2006
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