Eu choro não canto, pois meu espírito insiste. Sinto que minha vida está incompleta... Não sou alegre, nem triste. Então escrevo, embora não sou poeta.
Aliteração, assonância, hipérbole e rima... Em meus versos pode-se encontrar Ansiedade e angústia, meu ser magoa e desatina. Vulnerável e vaga vida! Vivo a divagar!
Que importa a ostentação da clássica linguagem? Fausto aparato, desta ostensiva vileza se vê o vestígio. Com mil perdões, tal vazio deturpa minha própria imagem.
Neste tango triste a rodopiar prossigo mesmo sem prestígio Não canto. Eu danço e falo sem rodeio deixando minha mensagem. Chorando baixinho escondo minha luta, e assim evito o vil litígio.
Mauricio Ferro
00:20 - 13/09/2006
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